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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Aniversário Prá,çarau dois anos.

Cartaz de Feliz Aniversário, Ateliê Popularte.
O Prá,çarau completou no último dia 25 de janeiro, dois anos de resistência e luta!
Numa sexta-feira, o dia foi propicio para se realizar um encontro com amigos, parceiros e surpresas.
Loja Éd'Marca.
Começamos por volta das quinze horas como previsto, com a galera da Agência Solano Trindade, fortalecendo nossa história. O Ateliê Popularte já chegou armando a mesa, onde foi apresentada uma oficina para a confecção de mandalas, a Loja Colaborativa ÉD'Marca, que comercializa produtos dos coletivos afiliados á agência, trouxe á praça, CDs, camisetas, livros e um pouco de cada produto.
Oficina de mandalas.
A oficina de mandalas logo de cara, conquistou as pessoas presentes, pois muitas delas não faziam ideia de como começar fazer uma mandala. E ali, ao ar livre e rodeado de pessoas que exalam arte, ficou muito mais prazeroso começar uma nova forma de arte e lazer. A mesa foi disputada por crianças e principalmente pessoas da melhor idade. Que se confundiam com as crianças, tamanha alegria!
Todo material foi disponibilizado pelo Ateliê Popularte e Aline Maria coordenou a oficina.


O Prá,çarau é muito característico, por ser um sarau musical em sua essência, e para não perder esta identidade começou com Wesley Nóog, soltando a sua potente e marcante voz, entoando as mais belas canções da soul music brasileira. Em seguida, entra em cena, o grande Guitar Hero, Celso Bossa, com seu trabalho refinado, com o mais fino da bossa, clássica e releituras maravilhosas de grandes nomes da música.
Apresentações impecáveis e dignas de abertura de altíssimo garbo e elegância, daquela que seria uma tarde inesquecível e que envolveu muitas pessoas.

E esta foi apenas o começo!

Tem muito mais!!!!!

Muito obrigado!

Celso Bossa e Wesley Nóog.
Celso Bossa, o Guitar Hero.


https://fredbar.opendrive.com/files?MF81OTc2MDMxX1g3Wk4x













Arte, Revolução...


Por uma Arte Revolucionaria Independente

André Breton e Leon Trotsky
1) Pode-se pretender sem exagero que nunca a civilização humana esteve ameaçada por tantos perigos quanto hoje. Os vândalos, com o auxílio de seus meios bárbaros, isto é, deveras precários, destruíram a civilização antiga num canto limitado da Europa. Atualmente, é toda a civilização mundial, na unidade de seu destino histórico, que vacila sob a ameaça das forças reacionárias armadas com toda a técnica moderna. Não temos somente em vista a guerra que se aproxima. Mesmo agora, em tempo de paz, a situação da ciência e da arte se tornou absolutamente intolerável.
2) Naquilo que ela conserva de individualidade em sua gênese, naquilo que aciona qualidades subjetivas para extrair um certo fato que leva a um enriquecimento objetivo, uma descoberta filosófica, sociológica, científica ou artística aparece como o fruto de um acaso precioso, quer dizer, como uma manifestação mais ou menos espontânea da necessidade. Não se poderia desprezar uma tal contribuição, tanto do ponto de vista do conhecimento geral (que tende a que a interpretação do mundo continue), quanto do ponto de vista revolucionário (que, para chegar à transformação do mundo, exige que tenhamos uma idéia exata das leis que regem seu movimento). Mais particularmente, não seria possível desinteressar-se das condições mentais nas quais essa contribuição continua a produzir-se e, para isso, zelar para que seja garantido o respeito às leis específicas a que está sujeita a criação intelectual.
3) Ora, o mundo atual nos obriga a constatar a violação cada vez mais geral dessas leis, violação à qual corresponde necessariamente um aviltamento cada vez mais patente, não somente da obra de arte, mas também da personalidade “artística”. O fascismo hitlerista, depois de ter eliminado da Alemanha todos os artistas que expressaram em alguma medida o amor pela liberdade, fosse ela apenas formal, obrigou aqueles que ainda podiam consentir em manejar uma pena ou um pincel a se tornarem os lacaios do regime e a celebrá-lo de encomenda, nos limites exteriores do pior convencionalismo. Exceto quanto à propaganda, a mesma coisa aconteceu na URSS durante o período de furiosa reação que agora atingiu seu apogeu.
4) É evidente que não nos solidarizamos por um instante sequer, seja qual for seu sucesso atual, com a palavra de ordem: “Nem fascismo nem comunismo”, que corresponde à natureza do filisteu conservador e atemorizado, que se aferra aos vestígios do passado “democrático”. A arte verdadeira, a que não se contenta com variações sobre modelos prontos, mas se esforça por dar uma expressão às necessidades interiores do homem e da humanidade de hoje, tem que ser revolucionária, tem que aspirar a uma reconstrução completa e radical da sociedade, mesmo que fosse apenas para libertar a. criação intelectual das cadeias que a bloqueiam e permitir a toda a humanidade elevar-se a alturas que só os gênios isolados atingiram no passado. Ao mesmo tempo, reconhecemos que só a revolução social pode abrir a via para uma nova cultura. Se, no entanto, rejeitamos qualquer solidariedade com a casta atualmente dirigente na URSS, é precisamente porque no nosso entender ela não representa o comunismo, mas é o seu inimigo mais pérfido e mais perigoso.
5) Sob a influência do regime totalitário da URSS e por intermédio dos organismos ditos “culturais” que ela controla nos outros países, baixou no mundo todo um profundo crepúsculo hostil à emergência de qualquer espécie de valor espiritual. Crepúsculo de abjeção e de sangue no qual, disfarçados de intelectuais e de artistas, chafurdam homens que fizeram do servilismo um trampolim, da apostasia um jogo perverso, do falso testemunho venal um hábito e da apologia do crime um prazer. A arte oficial da época estalinista reflete com uma crueldade sem exemplo na história os esforços irrisórios desses homens para enganar e mascarar seu verdadeiro papel mercenário.
6) A surda reprovação suscitada no mundo artístico por essa negação desavergonhada dos princípios aos quais a arte sempre obedeceu, e que até Estados instituídos sobre a escravidão não tiveram a audácia de contestar tão totalmente, deve dar lugar a uma condenação implacável. A oposiçãoartística é hoje uma das forças que podem com eficácia contribuir para o descrédito e ruína dos regimes que destroem, ao mesmo tempo, o direito da classe explorada de aspirar a um mundo melhor e todo sentimento da grandeza e mesmo da dignidade humana.
7) A revolução comunista não teme a arte. Ela sabe que ao cabo das pesquisas que se podem fazer sobre a formação da vocação artística na sociedade capitalista que desmorona, a determinação dessa vocação não pode ocorrer senão como o resultado de uma colisão entre o homem e um certo número de formas sociais que lhe são adversas. Essa única conjuntura, a não ser pelo grau de consciência que resta adquirir, converte o artista em seu aliado potencial. O mecanismo de sublimação, que intervém em tal caso, e que a psicanálise pôs em evidência, tem por objeto restabelecer o equilíbrio rompido entre o “ego” coerente e os elementos recalcados. Esse restabelecimento se opera em proveito do ”ideal do ego” que ergue contra a realidade presente, insuportável, os poderes do mundo interior, do “id”, comuns a todos os homens e constantemente em via de desenvolvimento no futuro. A necessidade de emancipação do espírito só tem que seguir seu curso natural para ser levada a fundir-se e a revigorar-se nessa necessidade primordial: a necessidade de emancipação do homem.
8) Segue-se que a arte não pode consentir sem degradação em curvar-se a qualquer diretiva estrangeira e a vir docilmente preencher as funções que alguns julgam poder atribuir-lhe, para fins pragmáticos, extremamente estreitos. Melhor será confiar no dom de prefiguração que é o apanágio de todo artista autêntico, que implica um começo de resolução (virtual) das contradições mais graves de sua época e orienta o pensamento de seus contemporâneos para a urgência do estabelecimento de uma nova ordem.
9) A idéia que o jovem Marx tinha do papel do escritor exige, em nossos dias, uma retomada vigorosa. É claro que essa idéia deve abranger também, no plano artístico e científico, as diversas categorias de produtores e pesquisadores. "O escritor, diz ele, deve naturalmente ganhar dinheiro para poder viver e escrever, mas não deve em nenhum caso viver e escrever para ganhar dinheiro... O escritor não considera de forma alguma seus trabalhos como um meio. Eles são objetivos em si, são tão pouco um meio para si mesmo e para os outros que sacrifica, se necessário, sua própria existência à existência de seus trabalhos... A primeira condição da liberdade de imprensa consiste em não ser um ofício. Mais que nunca é oportuno agora brandir essa declaração contra aqueles que pretendem sujeitar a atividade intelectual a fins exteriores a si mesma e, desprezando todas as determinações históricas que lhe são próprias, dirigir, em função de pretensas razões de Estado, os temas da arte. A livre escolha desses temas e a não-restrição absoluta no que se refere ao campo de sua exploração constituem para o artista um bem que ele tem o direito de reivindicar como inalienável. Em matéria de criação artística, importa essencialmente que a imaginação escape a qualquer coação, não se deixe sob nenhum pretexto impor qualquer figurino. Àqueles que nos pressionarem, hoje ou amanhã, para consentir que a arte seja submetida a uma disciplina que consideramos radicalmente incompatível com seus meios, opomos uma recusa inapelável e nossa vontade deliberada de nos apegarmos à fórmula:toda licença em arte.
10) Reconhecemos, é claro, ao Estado revolucionário o direito de defender-se contra a reação burguesa agressiva, mesmo quando se cobre com a bandeira da ciência ou da arte. Mas entre essas medidas impostas e temporárias de autodefesa revolucionária e a pretensão de exercer um comando sobre a criação intelectual da sociedade, há um abismo. Se, para o desenvolvimento das forças produtivas materiais, cabe à revolução erigir um regime socialista de plano centralizado, para a criação intelectual ela deve, já desde o começo, estabelecer e assegurar um regime anarquista de liberdade individual. Nenhuma autoridade, nenhuma coação, nem o menor traço de comando! As diversas associações de cientistas e os grupos coletivos de artistas que trabalharão para resolver tarefas nunca antes tão grandiosas unicamente podem surgir e desenvolver um trabalho fecundo na base de uma livre amizade criadora, sem a menor coação externa.
11) Do que ficou dito decorre claramente que ao defender a liberdade de criação, não pretendemos absolutamente justificar o indiferentismo político e longe está de nosso pensamento querer ressuscitar uma arte dita “pura” que de ordinário serve aos objetivos mais do que impuros da reação. Não, nós temos um conceito muito elevado da função da arte para negar sua influência sobre o destino da sociedade. Consideramos que a tarefa suprema da arte em nossa época é participar consciente e ativamente da preparação da revolução. No entanto, o artista só pode servir à luta emancipadora quando está compenetrado subjetivamente de seu conteúdo social e individual, quando faz passar por seus nervos o sentido e o drama dessa luta e quando procura livremente dar uma encarnação artística a seu mundo interior.

12) Na época atual, caracterizada pela agonia do capitalismo, tanto democrático quanto fascista, o artista, sem ter sequer necessidade de dar a sua dissidência social uma forma manifesta, vê-se ameaçado da privação do direito de viver e de continuar sua obra pelo bloqueio de todos os seus meios de difusão. É natural que se volte então para as organizações estalinistas que lhe oferecem a possibilidade de escapar a seu isolamento. Mas sua renúncia a tudo que pode constituir sua mensagem própria e as complacência degradantes que essas organizações exigem dele em troca de certas possibilidades materiais lhe proíbem manter-se nelas, por menos que a desmoralização seja impotente para vencer seu caráter. É necessário, desde este instante, que ele compreenda que seu lugar está além, não entre aqueles que traem a causa da revolução e ao mesmo tempo, necessariamente, a causa do homem, mas entre aqueles que dão provas de sua fidelidade inabalável aos princípios dessa revolução, entre aqueles que, por isso, permanecem como os únicos qualificados para ajudá-Ia a realizar-se e para assegurar por ela a livre expressão ulterior de todas as manifestações do gênio humano.
13) O objetivo do presente apelo é encontrar um terreno para reunir todos os defensores revolucionários da arte, para servir a revolução pelos métodos da arte e defender a própria liberdade da arte contra os usurpadores da revolução. Estamos profundamente convencidos de que o encontro nesse terreno é possível para os representantes de tendências estéticas, filosóficas e políticas razoavelmente divergentes. Os marxistas podem caminhar aqui de mãos dadas com os anarquistas, com a condição que uns e outros rompam implacavelmente com o espírito policial reacionário, quer seja representado por Josef Stálin ou por seu vassalo Garcia Oliver.
14) Milhares e milhares de pensadores e de artistas isolados, cuja voz é coberta pelo tumulto odioso dos falsificadores arregimentados, estão atualmente dispersos no mundo. Numerosas pequenas revistas locais tentam agrupar a sua volta forças jovens, que procuram vias novas e não subvenções. Toda tendência progressiva na arte é difamada pelo fascismo como uma degenerescência. Toda criação livre é declarada fascista pelos estalinistas. A arte revolucionária independente deve unir-se para a luta contra as perseguições reacionárias e proclamar bem alto seu direito à existência. Uma tal união é o objetivo da Federação Internacional da Arte Revolucionária Independente (FIARI) que julgamos necessário criar.
15) Não temos absolutamente a intenção de impor cada uma das idéias contidas neste apelo, que nós mesmos consideramos apenas um primeiro passo na nova via. A todos os representantes da arte, a todos seus amigos e defensores que não podem deixar de compreender a necessidade do presente apelo, pedimos que ergam a voz imediatamente. Endereçamos o mesmo apelo a todas as publicações independentes de esquerda que estão prontas a tomar parte na criação da Federação Internacional e no exame de suas tarefas e métodos de ação.
16) Quando um primeiro contato internacional tiver sido estabelecido pela imprensa e pela correspondência, procederemos à organização de modestos congressos locais e nacionais. Na etapa seguinte deverá reunir-se um congresso mundial que consagrará oficialmente a fundação da Federação Internacional.
O que queremos:
a independência da arte - para a revolução
a revolução - para a liberação definitiva da arte.


Cidade do México, 25 de julho de 1938

quinta-feira, 3 de maio de 2012


Primeiro Práçarau Ambulante.



No dia 28 de abril, sábado último, realizamos no Studio Ébano, o primeiro Prá,çarau Ambulante, uma parceria entre o Prá,çarau e o Sarau Ambulante.
O Studio Ébano, foi-nos cedido gentilmente por Junior Jota Erry e Mônica Mendes, que nos receberam carinhosamente em sua casa, pois o espaço é como se fora a sala de estar que todos nós gostaríamos de ter, além do espaço aconchegante possuí um acervo musical inestimável e muito bem conservado. Com um singelo e belo jardim.
Alem de toda estrutura para ensaios de bandas e músicos em geral, tendo também a possibilidade de gravação de seu CD.
Os convidados foram chegando aos poucos, começamos após o horário combinado, devido a chuva e a correria de todos que tem muitas outras atividades.
Iniciamos com apresentações de vídeos de apresentações diversas da Banda Raízes de Javé e de um sarau realizado recentemente pelo JR no Valo Velho, em homenagem as Mulheres.
Tivemos as presenças de nossos já parceiros de saraus, Adriano Soares, com suas poesias e sua maneira peculiar de expor suas opiniões, Paulo Sem Vulgo – que já passou a ter um – mais uma vez nos apresentou os meninos do Conselho, grupo formado por meninos que fazem um rap bem bacana e com letras conscientes. Numa oficina administrada pelo próprio Paulo, estas atividades são desenvolvidas as segundas-feiras no CITA – Centro de Investigação Trupe Artemanha.
O Artemanha como sempre parceiros fortes no nosso projeto Prá,çarau, também esteve presente, representado por Dessa Souza e Izaur Marcos, muito obrigado pela presença!
Dessa nos presenteou com sua voz única, cantando como sempre e encantando, fez sua estréia em saraus lendo uma poesia, não se conteve e uma parte ela cantou, parabéns pela estréia e ficamos honrados por ter sido no nosso sarau.
Izaur também fez uma apresentação de um poema, adaptado do texto de Serginho Poeta, que nos encantou e nos deixou presos em sua bela interpretação.
Nossas Prá,çaretes, que na verdade são as meninas do Sarau Ambulante, Taís Lopes, Thaíná Lopes, Adryana Duarte, Valéria Docta, Jady Thais e Gaby.
Elas encantam e deixam o Prá,çarau mais bonito e animando. Taís começou a apresentação do CCA Macedônia, falando dos projetos e da participação no TEIA do Embu, que foi desde sexta e finalizado ontem, inclusive estivemos presentes na apresentação do Grupo Candearte, com o Boi Bumbá. Cortejo bonito pela praça de alimentação do centro da cidade, onde as Prá,çaretes participaram juntamente com o grupo.
Entre as apresentações fizemos leituras de texto, de nossos parceiros, Zinho Trindade e Luan Luando, seus livros estavam a disposição de todos para a leitura e eu aproveitei e li  “Chuteira” do livro Tarja Preta e “Alicate” do  livro Manda Busca.
Jady Thais trouxe uma pasta com vários poemas seus e leu para os presentes, dois deles, muito bem escritos e cheios de mensagens de otimismo. Menina de futuro e talento nato para a escrita, além da demonstração de sua paixão pela música, pois se aventurou a tocar uma bateria eletrônica, ela estava com fones de ouvido, mas pela sua expressão de felicidade, o som estava bem agradável.
Usando o livro Manda Busca de Luan Luando, como exemplo de que é possível ter seu sonho realizado com a parceria da Agência Solano Trindade, assim elevei o leque de possibilidades para que a jovem autora tenha no futuro, seu livro, sendo vendido na Loja Colaborativa É’dMarca, que foi representada por Gisele e seu filho Davi.
Monica Mendes nos presenteou com um quitute de calabresa e tinha cerveja, água e refrigerante sendo vendidos, á preços camaradas.
Rafael Said, da Banda O Musgo, tocou uma de suas canções, voz e violão, acompanhado pelo Vagner na bateria e falou com um pouco de seu projeto, também tem um estúdio no Jardim Maria Sampaio. Espero poder contar com a banda no próximo sábado.
Beto Silva esteve presente e fez um grafite numa das paredes laterais do estúdio, deixando o local mais colorido, pois já possui quadros espalhados pelo jardim e assim ganhou mais uma obra-prima, desta vez enraizada na parede. Aproveitou e falou um pouco de seus projetos e da parceria que já tem com JR, desde o tempo do Gente Muda, grupo de grafiteiros, que espalhou pela região do Capão Redondo, imagens que nos faz refletir, mesmo sem palavras, apenas a imagem fala por si. E do episódio do Metrô, onde teve seu desenho, censurado pela empresa, o policial em formato de coxinha, foi apagado, de acordo com as informações por causa de um policial que reclamou formalmente. Ficou eternizado o primeiro Prá,çarau Ambulante com este presente de Beto Silva.
Muita coisa aconteceu, teve música, poesia, leitura e bate-papo.
Todos se divertiram e espero que tenham gostado.
Sábado dia 05 tem mais um Prá,çarau Ambulante, levaremos as crianças do CCA Macedônia, com sua contadora de história Quitéria e as crianças do Periferia Ativa.
Bonde do Predinhos, desta vez estará presente.
Os nossos parceiros músicos, poetas e artistas em geral estarão presentes, as Prá,çaretes também estarão e estão desde já todos convidados.
As 17 horas e vamos ficar até umas 22 horas, pois ainda iremos a Virada Cultural.










Muito obrigado!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Casa de vara

                 Casa de vara ,favela no Fórum

 Quando o povão assimilar  a ideia da ministra Eliana Calmon ,  ninguém segura [...]", asseverou  Manoel Del Rio.

Os sem-teto se  dizem    felizes em prédios ocupados no centro de São Paulo e prometem  montar uma  grande favela de vara e barro na frente   do Fórum João Mendes, caso sejam despejados na sexta-feira (13).  Manoel Del Rio,advogado do movimento, achou estranho  que a discussão sobre  moradia  fosse marcada  em  Quartel da Polícia  Militar  ( 7º Batalhão , av. Angélica). Presente à reunião(10) com os representantes dos sem-teto , Eletropaulo e Ministério Público, a Prefeitura informou ao comandante   não ter nenhuma solução de moradia para as 480 famílias . Elas não aceitam ir para albergues como quer a Prefeitura." Nosso perfil não é de morador de rua" , bradou  a sem-teto Carmem da Silva Ferreira,de 50 anos.

 O principal assunto  na assembleia dos sem - teto  na  noite de terça-feira foi o possível   enriquecimento ilícito  de juízes e desembargadores. Manoel Del Rio,questionador severo do  nepotismo  no  judiciário e na política , pediu uma salva de palmas para Eliana Calmon,corregedora  do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). "Vamos aplaudir o trabalho corajoso e árduo da nossa ministra,mulher de fibra. Ela vai precisar  de  muito apoio popular. Quando o povão assimilar  a ideia da ministra, ninguém segura [...]", asseverou Del Rio .




                                            Devanir Amâncio

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Agência Solano Trindade

Relato Geral do ano de 2011 da Agencia Popular Solano Trindade

2012 – Onde Estamos para onde Vamos
A Agencia Popular Solano Trindade agradece a todos que contribuem com o desenvolvimento desta “idéia” (que já é realidade) e que em 2011 alcançou muitas vitórias e construiu muitos alicerces para crescer em 2012. Desejamos um ano de muita luta e construção coletiva para uma outra sociedade.
Gostaríamos neste momento de ressaltar alguns valores que foram construídos neste processo, e que é de fundamental compreensão coletiva para continuarmos nossas atividades em 2012, e fortalecer a importância da participação nos espaços de decisão. Hoje somos mais de 150 agentes integrados, (segue anexo nome/email) pessoas e coletivos que se cadastraram por vontade própria e assim se propuseram a construir coletivamente novas formas de se organizar, se articular e realizar seus projetos e sonhos. Estamos juntos por acreditar em nossa capacidade de mudar nossa realidade e é através do fortalecimento de nossas ações que estamos conseguindo reconstruir valores que fortalecem nossas comunidades, nossa cultura local, nossas produções artísticas, nossa identidade de classe e só assim conseguir entender como podemos criar nossas próprias instituições, coletivos, marcas, grifes, bancos, conhecimento, com nosso valores e de forma auto-gerido e auto-financiado – “DE NOIS PRA NOIS”
Somos um grupo que acredita em uma outra forma de fazer política, uma forma que  construa uma sociedade de igualdade, respeito a diversidade e poder popular. Sendo assim outro valor importante que vem sendo fortalecido é da “educação popular” ou “reconhecimento do conhecimento popular, empírico”. Estamos fortalecendo isso através da valorização do conhecimento local e coletivo, construindo espaços de decisão coletiva, e fortalecendo lutas populares.
Diante destes valores e objetivos construídos neste processo podemos considerar que o que mais queremos é compartilhar e realizar nossos sonhos através das nossas próprias mãos e companheiros, “aqui ninguém faz pra ninguém aqui fazemos para nos”, ou seja, a participação de todos cadastrados é de extrema importância, só nossa participação vai construir algo diferente.

Histórico
A União Popular de Mulheres de Campo Limpo e Adjacências (UPM), é uma associação que sempre fortaleceu e fomentou a cultura popular, acreditando que assim construímos nossa identidade e nossas lutas populares. Sendo assim desde sua fundação a UPM desenvolve ações culturais tendo a comunidade como a própria realizadora destas ações.
Para fortalecer esta atividade em 2005 a UPM escreve um projeto para o Ministério da Cultura “Pontos de Cultura” o qual foi contemplada, e acessou o recurso em 2008, esta parceria possibilitou muitas mudanças significativas no cotidiano da associação como, por exemplo, o fortalecimento de oficinas culturais, a organização de eventos colaborativos como a Feira Sócio Cultural e a aquisição de equipamentos como computadores, áudio (som) e vídeo, que por estarem disponíveis para a utilização comunitária, fez com que nossa atuação fosse mais presente também nas ações de outros coletivos e ações culturais na comunidade, fortalecendo assim uma rede de ações locais.
Em 2009 a UPM inicia o desenvolvimento de um Banco Comunitário, fortalecendo o debate e a construção de estratégias de sustentabilidade e auto financiamento, através deste trabalho, constituímos uma carteira de credito voltada ao fomento a ações culturais, e assim começamos entender mais sobre as relações de produção, consumo e comercialização de serviços, produtos e conhecimentos culturais, e pensando em como contribuir com o desenvolvimento desta economia criativa local pensamos no desenvolvimento da AGÊNCIA POPULAR SOLANO TRINDADE.
A AGÊNCIA POPULAR SOLANO TRINDADE é um empreendimento cultural que vem sendo construído desde 2010 por coletivos que possuem ações culturais principalmente na zona sul de São Paulo, e tem como proposta o fomento e o fortalecimento da economia da cultura criativa, através do incentivo a produção e difusão da cultura popular, criando formas de organização que possibilite a sustentabilidade e auto-produção das ações culturais.
Desse modo, a principal ação que queremos com esse projeto é entender mais sobre as relações de produção, consumo e comercialização de serviços, produtos e conhecimentos culturais e assim contribuir com o desenvolvimento da economia criativa local. Isso ocorrera por meio do mapeamento dos produtos e serviços culturais e artísticos existentes na região do Campo Limpo, Capão Redondo e adjacências. Potencializando assim a interligação dos produtores ampliando a capacidade de circulação destes bens simbólicos e a efetiva relação entre arte, cultura e mercado.
Hoje a Agencia é composta pelas frentes de Fomento, Produção, Comercialização, Comunicação e Política, cada frente desta se reúne e pensa ações para o desenvolvimento da Agencia. Por exemplo: o projeto encaminhado para o programa VAI foi uma ação da frente de fomento. Com essa divisão também foi possível a construção do blog e das planilhas de cadastro, itens previsto no projeto e que foi desenvolvido antes mesmo da chegada dos recursos, isso foi possível por conta da apropriação dos coletivos do projeto.
Portanto como podemos perceber o envolvimento de coletivos e novos parceiros como o SESC o programa VAI, interessados e comprometidos com o fortalecimento destas ações vem potencializando o projeto, fazendo com que o coletivo proponha algumas mudanças na planilha de gastos do premio.

 2011 – O que rolou
 O ano de 2011 foi muito especial para o fortalecimento da Agencia,  devido a captação de recurso através de parcerias e projetos o que possibilitou pessoas se dedicarem ao seu desenvolvimento.  
Esta parceria fortaleceu as ações da Agencia, ampliando seu papel de articuladora de rede e potencializando não só a produção cultural, como também o debate político para a construção de uma outra economia. Ou seja, em 2011 construímos uma rede muito maior onde conseguimos fortalecer varias ações e levar para mais longe nossas propostas políticas.  

Durante 2011 realizamos as seguintes ações:
  • Mapeamento e mobilização dos coletivos culturais;
  • Encontros Ampliados;
  • Criação do Blog - www.agenciasolanotrindade.wordpress.com;
  • Construção dos instrumentos de participação e gestão coletiva;
  • Criação e Lançamento da Moeda – SOLANOS
  • Realização do Seminário “moedas sociais” e da 1ª Feira de Arte;
  • Criação do Fundo Popular de Fomento a Cultura;
  • Fortalecimento do Banco através da ampliação do Crédito Cultural
  • Criação da Loja Colaborativa (física e itinerante) É D´Marca
  • Articulação para criação do Criar do Espaço Físico da Agência Popular de Fomento à Cultura em parceria com o Ninho Sansacroma ;
  • Fortalecer o Banco Comunitário União Sampaio;
  • Fortalecimento da Economia da Cultura;
  • Formação em Economia Solidaria;
  • Compra de um automóvel.
Produtos Gerados
Acreditamos que o sitio é o nosso um grande produto, hoje é nele se concentra todas as informação e conhecimento gerados como: cardápio de agentes integrados, lista de produtos e serviços disponíveis, os instrumentos de gestão como extrato coletivo, plano de troca. Também podemos entender como produto o transporte, os estúdios, a loja e todo nosso articulação e comunicação

Economia da Cultura
Geramos outras ações e produtos que fortaleceram a economia da nossa cultura como: Lancamento do livro do Luan, articulação de atividades com o SESC, e acesso ao fundo para gravação de cd e compra de equipamento. 

Algumas ações prevista para 2012
  • Fortalecimento da circulação da Moeda SOLANOS;
  • Adequações no espaço da agência e compra e instalação dos equipamentos;
  • Potencializar equipamentos e estruturas que já existem;
  • Potencializar as ações de gravação através de um estúdio de áudio;
  • Potencializar as ações do audio visual de um estúdio de vídeo;
  • Criar a Loja É D´Marca Virtua

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Natal se Lixo


   Natal sem lixo na Tribo
          Morador de área de risco quer'cartão - enchente' do governo Federal[...]
Uma bonita árvore de Natal  com garrafas PET , foi erguida   em frente ao lixão  da esquina da avenida Hugo Ítalo Merigo com a rua  Talha -Mar,  Jardim Damasceno  ,extremo norte , onde fica o Centro Cultural Popular Arte na Rua  . Na região também está cravada a   Tribo, um vilarejo  de  1500 famílias morando em barracos  desabando à sobra da Serra da Cantareira.A prefeitura  não deu conta do recado e os flagelados pedem socorro ao governo Federal . Querem se cadastrar para receber o cartão - enchente  destinado    às vitimas de áreas de risco . É na Tribo que acontece neste sábado(24),  às 11horas ,o "Natal Sem Lixo".A comunidade recolherá  o lixo das encostas que só é removido em tempos de enchentes e arrastado para o córrego Bananal. À tarde será lido um apelo de Natal das crianças  da Tribo  à presidente Dilma Rousseff.




A atração do córrego  é uma correia  de pano amarrada em um galho de eucalipto - ao melhor estilo Tarzan - usada por alguns moradores da Tribo  encurtarem o caminho do mercadinho ,boteco , padaria ou correrem de uma tromba d'água.

A responsabilidade da limpeza do Jardim Damasceno é do consórcio São Paulo Ambiental,grupo de empreiteiras concessionárias da Prefeitura de São Paulo.

                                         Devanir Amâncio