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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Aniver,çarau no Prá,çarau

Um desavisado chegaria dizendo que o título está escrito de forma errada.
Mas não, está mais do que correto!
Aproveitando o gancho do feriado ser justamente no dia do Prá,çarau e meu aniversário ter sido um dia antes, que também foi uma noite mágica no Clariô, onde aconteceu o lançamento mais esperado de todas as quebradas, o Livro do Sarau do Binho.
Esta terça-feira ficará pra sempre guardado na memória, nunca esquecerei desta noite fria de inverno paulistano, no alto de uma praça na COHAB Adventista!
começamos como sempre, um pouco depois do horário previsto. Mas as pessoas foram se achegando e criamos volume, pessoas que saíram de suas casas, no frio mesmo depois de terem curtido um feriadão.
Só tenho á agradecer! Devo uma vida pra cada um, precisarei morrer e viver muito ainda pra pagar.

O Prá,çarau vai cada vez mais tomando conta e caindo no gosto da galera. A cada edição percebemos mais envolvimento dos poetas, dos músicos e isso mostra que fazemos um trabalho bacana. Sejam todos parte desta construção e que iremos avante e sempre!
Neste feriado, aproveitei e convoquei os parceiros para comemorar meus 38 anos, que completei na segunda dia 08, e para minha surpresa, o povo veio! Luciano Alves e Luciano Vida, músico e poeta desde o inicio de nosso humilde sarau, estiverem presentes. Woodyh e Diego Gonçalves, os caras, que só mesmo com eles ao meu lado é possível darmos continuidade ao projeto, obrigado! O Grupo Candearte veio completo para fazerem uma apresentação especial, nossa, isso não tem nem como agradecer.
Kátia Paixão, Vitória Paixão, Alexandre Matos, Ingryd Sena, Marcos Sllash, Maria Clara, Pedro Lucas, Ronaldo Luiz, Sheila Signário, Luan Luando, a pequena Yasmin e o mestre Geraldo Magela.

Yasmin, Kátia, Ingryd e Alessandra.
A Rainha Alessandra Leite contando suas histórias, grande parceiro Gunnar Vargas nos presenteou com suas composições e sua presença. Fabiano Bitencourt e seu cordel, cultura nordestina muito bem representada. Daniel Alternativa Arte e sua voz potente e suas rimas, obrigado mais uma vez!
Luan Luando o nosso poeta andarilho, Wagner Douglas nosso músico e poeta residente.
Swammy e Hammy os irmãos camaradas e talentosos estiveram conosco nesta noite inesquecível e mágica.


A noite continua e seguimos com belas apresentações, Americano Fiduhenrique é nosso parceiro e sempre presente, Bruno Marselha e Alex Jardim vieram de longe e participaram também de nossa festa.
Pow Literarua e Nega Sandra fizeram um dueto, voz e pandeiro, acompanhados pelos presentes da noite, cantaram o sucesso "Nega Sinhá"
Nega Sandra e Pow.


Pow e Aline Rocha, vieram de longe, á pé, respeito pela caminhada! Aline fez sua estréia no ´Prá,çarau, obrigado pela presença, parceria e participação.

Wladimir nosso correspondente esportivo da COHAB esteve presente com a família e leu seus escritos, estava também comemorando o aniversário de sua filha e escolheu o sarau para reunir a família. Sucesso!!!






Era não apenas o meu e tão somente meu aniversário, no domingo dia 07, Iolanda Farias, também completou mais um ano de vida, ela não esconde de ninguém que é um dia mais experiente do que eu.
Parabéns pelo seu dia e muito obrigado mais uma vez pela surpresa, que com certeza tem a ajuda do Woodyh e mais alguns.

 Bolo e refrigerante, Daniel e Luan também me presentearam com um bolo. Olha que progresso? Dois bolos!! Obrigado á todos!  Thânia Rocha representando o Encena me presenteou também com um mimo muito gostoso. Tula Pillar, fez também sua primeira aparição, diretamente da FLIP 2013, veio direto pro Práçarau e me trouxe uma foto de um projeto que está desenvolvendo. Grato pelo brinde!


Cantamos parabéns, come os bolo e tomamos refri!

Muito obrigado á todos!

GRUPO CANDEARTE FEZ UM BELA CIRANDA.





segunda-feira, 8 de julho de 2013

Projeto Viela Viva será lançado no Campo Limpo



 "Se essa rua fosse minha. Eu mandava. Eu mandava ladrilhar. Com pedrinhas.
 Com pedrinhas de brilhante. Só pra ver. Só pra ver meu bem passar."


Viela que liga rua Martinho Vaz de Barros a  Estrada do Campo Limpo, Zona Sul,  vive o eterno problema do lixo.

Está carcomida pelo abandono e pede uma nova realidade.

Embalados por uma cantiga popular,  crianças e artistas da região vão soltar a criatividade na pequena rua.

A viela de passagem (próximo ao Largo do Campo Limpo) será revitalizada  com grafite, livros, saraus e exposição fotográfica.

Para os irmãos  Ana e João, 6 e 8 anos, a prefeitura poderia  consultar os moradores antes de pintar a cidade.





 Acham o cinza, cor oficial, muito feio. Preferem verde, rosa e azul.






Simão Pedro, secretário Municipal de Serviços



,  foi convidado (27 de junho) a pôr a mão na massa para ver  na prática como é simples e barato deixar  a cidade mais bonita  quando  a população exerce a cidadania.
      O projeto  "Viela Viva"  acontece no dia 19 de julho, sexta -feira, a partir das 9 horas.


 Para os grafiteiros Rafael e Harã , grafite é estilo de vida e ajuda  a combater o estresse. Deixaram muito bonita um  uma parede desabada pela feiúra no Jardim Macedônia.
    Eles também vão colaborar  com sua arte  na recuperação da viela .

                   A Subprefeitura do Campo Limpo participa.
                                       Devanir Amâncio

terça-feira, 2 de julho de 2013

Prá,çarau em dois de julho

 Nesta noite fria de inverno, garoa e decoro.
Prá,çarau foi muito dinâmico, poético e interessante. Parecia que seria mais uma noite pífia e sem novidades. Mas as surpresas da vida nos mostra que nem tudo é frio. O aconchego dos parceiros que comparecem mesmo em condições adversas, nos aquece e nos faz acreditar cada vez mais, que vale a pena! 



 Fomos chegando aos poucos, a praça estava fria e vazia, choveu bastante ontem e restou a lama. O bar estava fechado e nossos equipamentos ficam lá dentro, portanto estávamos prestes á fazer um sarau acústico e assim foi. Começamos conversando sobre coisas da vida e foi quando nosso  Cordelista, sacou de seu bolso um texto Fernando Pessoa, intitulado Tabacaria e daí então começou uma deliciosa viagem de pensamentos e reflexões. A cada paragrafo uma nova realidade, uma nova história, que gerava uma nova perspectiva e interpretações. Um grupo reduzido, na porta de um bar, lendo e discutindo Fernando Pessoa? Existe?

Sim. Existe este lugar. E fica na Cohab Adventista, Capão Redondo. Que outrora figurava nas capas de  jornais sensacionalistas e transmitida ao vivo de um helicóptero, com narrações de estúdio. A galera então, foi se achegando e engrossando o caldo. Como o nosso sarau é muito mais musical, alguns reclamam quando não encontram um microfone, ligado á uma caixa de som, para que este solte a voz e mostre saber cantar, para ser aplaudido. A música é uma arte sublime, sou fã e entusiasta. Defendo que ela nos leva a lugares nunca dantes navegados, mas navegar na poesia é muito prazeroso.

E com esta ferramenta, fomos falando desde poesia, 
passando pela educação, pela forma de como somos criados pela sociedade "capetalista" e nossas ideias foram vagando pelo mundo afora e aí sim o sarau ganhou um rumo bem bacana. Durante este exercício mental, surgiram mais parceiros. Um sarau democrático e aberto, chegam Swammy e seus camaradas, estavam comemorando o aniversário de um deles. Então lançamos o desafio, e fomos surpreendidos. Swammy, nos recita um de seus poemas, ali na hora, sem papel, direto da memória e nos deixou com gostinho de querer mais.
Foi quando numa de suas frases, nos remeteu ao sucesso de nosso amigo, rapper, poeta e arte educador Americano, que na sequência e sem demora, nos declamou sua letra "Olhos Olhos" com a banda Estado C. Que fala mais ou menos a mesma ideia do poema do Swammy. Isso é lindo de se ver, duas pessoas com o mesmo pensamento e juntos no mesmo lugar. Sintonia de ideais.

Aproveitamos e cantamos Parabéns para o parceiro que completava então, seus vinte anos e vem nos prestigiar. Sucesso e vida longa á todos nós.


 As sempre presentes Iolanda e Leuza, que desta vez preferiu não nos dar a graça de sua leitura, mas que já prometeu um texto para semana que vem. Muito obrigado mais uma vez pela presença, força e parceria, mesmo no frio que fazia.
Tivemos uma re-estréia no sarau, com quase três anos de existência, ele voltou Allan e seu cavaco. Mandou uns sambas que foram pedidos pela galera e entoado por Iolanda e nosso poeta  e músico Baby, que manda muito bem tanto na música, como na escrita que semana que vem também teremos seus textos compartilhados.



Nosso poeta, músico e um dos organizadores do Prá,çarau Diego desta vez se limitou a prestigiar estava feliz, pois recebeu alguns livros que o ajudarão na missão de ler, escrever e se deliciar com poetas franceses, principalmente Boudelaire e depois partilhará conosco em nossos saraus e nos seus textos que serão compartilhados pelas redes sociais.


Bom foi assim o nosso Prá,çarau e semana que vem tem mais e espero por você!

Agradecimentos á todos!

Muito grato ficamos e esperamos todos semana que vem e todas as outras terças.

Venha comemorar meus trinta e oito anos.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A Virada Cultural



A violência na Virada Cultural de São Paulo passou dos limites... O mínimo que a Câmara de São Paulo ou Ministério Público deveria fazer é convocar os envolvidos na realização do evento... para esclarecer isso tudo.


Estive com o vereador José Américo (PT) por algumas vezes no ano passado. Os garis da região central de São Paulo votaram em peso nele. É possível que tenha recebido desses trabalhadores cerca de três mil votos. Certamente não teria voltado à Câmara sem a votação deles. Tudo isso de votos? É! Como? O vereador defendeu a retomada imediata do  PPR - Programa de Participação no Resultados para eles ( as empreiteiras não pagam), inclusão cultural na cidade inteira. 

Infelizmente depois das eleições não responde mais nossos e-mails. Enclausurou-se na Câmara Municipal.

Em  julho passado o alertei em uma reunião com alunos da PUC e garis, entre muitos outros assuntos, sobre o perigo da Virada Cultural se transformar em ambiente propício à violência, consumo de drogas, álcool e prostituição. A forma que é feita hoje colabora para isso. A exclusão da periferia na organização, principalmente. Disse a ele sobre a necessidade de organizar  pequenos eventos culturais nos extremos da cidade, envolver artistas de rua em eventos culturais menores nas escolas municipais, nas comunidades.

Ainda disse  ao vereador e candidato José Américo que o maior desafio de Haddad caso eleito seria o centro de São Paulo, que havia se  transformado em uma grande periferia  sub-humana, sufocado por problemas sociais de todas as ordens. Sugeri que adotassem políticas públicas de resgate ao social como criar abrigos e restaurantes comunitários decentes para a população de rua,  mini - hospitais. A própria Prefeitura administrar. Em tudo ele dizia : "Concordo plenamente."

O Centro, castigado pela pobreza absoluta - com homens, mulheres e crianças abandonadas precisa ser reerguido social, ética e moralmente. Os grandes empreendimentos,  importantes para uma cidade da grandeza de São Paulo não devem simplesmente estar a serviço do quartel de interesses entrelaçados ao poder político, valores e questões que desconsideram o humano.

Os vereadores deveriam ser os responsáveis direto pela revitalização do Centro,  e  por uma cidade mais humana. São  pagos para isso. 

Em nome da revitalização do Centro já se gastou muito dinheiro público. Já se ganhou fortunas.

Mais de dez milhões de reais na República, mais de doze milhões na Praça da Sé, e a Praça Roosevelt?

O mastro da Praça da Bandeira, no Anhangabaú custou quase um milhão de reais - foi construído com defeito. Em uma semana a bandeira  rasga. Obra improvisada . 

O nosso Fernando Haddad estará credenciado a cargos maiores se mandar investigar o mastro da bandeira do Brasil  que balança estraçalhada há mais de um mês em frente ao seu Gabinete.

Os problemas de São Paulo são vultosos. Poderíamos enveredar em assuntos fantasmas. Fantasma  é  moda   em São Paulo há anos. Ninguém quis mexer na história dos garis fantasmas. E os Telecentros  fantasmas  da Prefeitura? ONGs  recebem por serviços como  se trabalhassem nesses equipamentos, mas os Telecentros deixaram de existir há muito tempo. Também alertei o vereador José Américo  sobre isso, em uma reunião que tive com ele, acompanhado de Júlio Navega, do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo (CDMSP), em seu gabinete, em 2012. A assessoria do secretário municipal de Serviços, Simão Pedro,  também foi informada,  em janeiro deste ano.

 A violência na Virada Cultural de São Paulo passou dos limites, até os mendigos ficaram com medo, dezenas deles se esconderam na Baixada do Glicério durante a festa. O mínimo que a Câmara de Vereadores ou Ministério Público deveria fazer é convocar os envolvidos na realização do evento para os devidos esclarecimentos. As festas juninas caseiras e saraus  do Capão Redondo, Zona Sul, são  bem mais organizados.

                                                                         Devanir Amâncio

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Pronunciamento do Adão Mandioqueiro no Dia do Trabalho



Eu me chamo Adão Carlos Barbosa. Nasci em 1971 em Carlos Chagas, Minas Gerais.  
Há mais de trinta anos estou em São Paulo, sempre no Capão Redondo. 

Sou mais conhecido como Adão  Mandioqueiro. Sou filho único. Perdi minha mãe quando tinha 1 ano de idade. Meu pai  morreu logo depois. Estudei até a terceira série, sou bom em matemática. Fui criado pela  minha tia  Alexandrina, ainda viva, moro com ela, só me ensinou coisas boas, respeito ao próximo - sou separado,  pai de três filhos. Tenho um neto. Fui faxineiro, agora vendedor de mandioca. Vendo a 3 reais o quilo. 
Ganho uns 1.600,00 por mês.

           O que mais me assusta em São Paulo é a violência. 

     O que é inflação? Disparada dos preços !? Não sei explicar direito.

           Desejo  felicidades à presidente  Dilma no Dia do Trabalho.

Trabalho desde os 10 anos idade, comecei na feira. Dando pra comer, comprar umas roupas, pagar aluguel, tá bom de mais.  A gente não precisa de muita coisa pra ser feliz. O importante é ter saúde.

Quero que meus filhos estudem. Eu gosto do meu trabalho, mas quero que eles tenham um bom emprego.

Adão Mandioqueiro puxava mandioca em carrinho de mão. Agora comprou um Monza,  serrou ao meio   e transformou o carro em camionete.

Adão diz que  nesta semana venceu, realizou mais um objetivo na vida: conseguiu pagar uma dívida de dois mil e  quinhentos, era isso, mas negociou com o gerente do banco e a dívida foi reduzida para  um mil e quinhentos reais.

                                               Devanir Amâncio

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Campo Limpo e sua Histórias - em Fotos.

A ex-mata virgem que virou cidade será reproduzida para exposição fotográfica pela Subprefeitura do Campo Limpo/Supervisão de Cultura.
 
Entre topos e colinas do Campo Limpo, na zona sul da periferia paulistana, se deu o desenvolvimento. Moradores antigos do bairro dizem que foi tudo muito rápido. O sertão - Capão Redondo, Parque Fernanda e Valo Velho - desbravado pelo trabalho escravo, imigrantes europeus e bem depois, toda a mata descoberta por nordestinos em busca do direito de vida melhor. E os índios ? Sobraram poucos ! Ficaram sem terra.

As fotos que se vê são raridades do UNASP - Centro Universitário Adventista de São Paulo, no Capão Redondo, desde 1915.
 
No Capão Redondo há quem conta histórias dos 'capitães do mato' e até se diz neto, bisneto ou tataraneto ou simplesmente parente de um deles. Fala ter foto para provar. Há ainda quem garanta que, capitão do mato ainda existe em São Paulo - escondido, mas existe, age em silêncio. Binho do sarau do Campo Limpo, todo mundo diz que foi vítima de um capitão do mato, em 2012 . [...]
 
Com o acervo fotográfico, a subprefeitura busca estabelecer uma ponte histórica ligando 1800 aos dias atuais.
Mata virgem, fazendas, plantações de batatas, uvas e abacaxis, parques, praças públicas, monumentos e personagens. Os povoados se reencontrarão, a história se reencontrará . A história do trabalho árduo de um povo, do desenvolvimento, da grandeza da cidade grande.
 
Campo Limpo é grande, Capão Redondo é grande, São Paulo é uma só. Paz !? A cidade pede paz.
Quem tiver uma foto antiga do bairro e quiser colaborar com a formação do acervo poderá levar à Supervisão de Cultura do Campo Limpo onde será reproduzida - na rua Nossa Senhora do Bom Conselho , 59.

Devanir Amâncio

Tá lá um corpo estendido no chão


Nas periferias do país todo, estamos acostumados a ver esta cena.
Um corpo estendido no chão e com a população em volta, curiosos, amigos e familiares. As crianças acabam se deparando com isto no dia-a-dia e acabam crescendo achando isso normal. Os jornalistas, adoram serem os primeiros a chegar, fotografar, filmar, linkar...
E na tela o apresentador fanfarrão chama a atenção e segura o povo, sed...entos por notícias ruins, tragédias e sensacionalismo barato, pois o povo, precisa ter estes assuntos para trocar. Todo mundo vai saber, comentar e perguntar. Isso é igual novela! Todos negam, mas todos assistem e gostam. Correm pra casa pra ver.
Se juntam em frente a TV para debater, mas não conversam sobre as coisas verdadeiramente importantes na vida. Mas é por isso que existem pessoas diferentes neste mundo. Este rapaz esticado neste chão cinza e rodeado de olhares atentos ao seu corpo é um vencedor! Com sua aparência simples de bom moço, amigo, companheiro, excelente músico e professor. Neste momento beijando o chão, sim o chão. O solo sagrado do artista de rua, que não tem IBOPE na grande mídia, que não tem reconhecimento entre as grandes estrelas, não tem alto salário e nem é perseguido por reportares e fotógrafos. Mas ele está ali, matando a curiosidade do povo em volta ao seu corpo esticado na calçada.
Mas esta cena diferentemente do que possa parecer, não é, ou pelos menos não é reportada com a proporção devida, tão corriqueira e casual como se possa imaginar.
Este corpo representa a arte.
E não a arte de prender atenção na mídia com tragédia, com fofoca, com BBequices!
Este corpo faz parte de um espetáculo!
E nós somos os premiados em assisti-lo e conhece-lo.
Pois a TV não mostrou e você que ficou em casa assistindo os mesmos de sempre, perdeu!
E pode até não entender nada, mas este corpo, não está frio, não está jogado, não está abandonado. Os olhos não são de dor, de tristeza, de sofrimento, são olhares de alegria, de admiração e as pequenas mãos, não cobrem o rosto, elas aplaudem!

E faremos igual!

 Parabéns pela apresentação: Alexandre Guarani Kaiowá Matos.